Day 1

Choveu sim, cats & dogs, but who cares? :)

FL2008

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em modo pára-arranca o sol até acabou por ganhar.

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Foi o primeiro dia de subir e descer o parque, vasculhar montes de livros – muita água, plásticos e cartões por todo o lado.
Às 3 da tarde alguns dos stands da leya ainda eram um monte de tábuas a serem cortadas, e o resto apenas caixas caóticas com empregados de t-shirt vermelhas com a palavra staff bem visível, atarantados que nem pardais no meio de um vendaval. O centro comercial (tirando os seguranças com cara de “se roubas levas um enxerto”) do ar de inovação tão apregoado, só tinha mesmo a sensação descabida do shopping ao ar livre que parecem querer instalar. lá acabaram de cortar e montar tábuas a tempo do António Costa, mas às 7 da tarde o aspecto ainda era este:

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não gosto desta parte “leya” da feira. sinto-me presa num recinto que não é livre nem é meu, e a feira do livro sempre foi um espaço onde me senti livre, e um espaço que sinto muito meu. o shopping leya é um recinto, que mesmo que ainda muito incompleto, se sente demasiado obcecado com o controlo: financeiro, vendas obrigatórias, por onde passas, por onde sais, etc. pensar em dar uma escapadinha até às árvores para folhear os livro acabados de comprar, ou comer qualquer coisa encostada a uma árvore? deves estar a brincar?! isto aqui é muito a sério: queres? escolhes, pagas e sais! descanso é do lado rasca da feira, ou do lado de fora do shopping. aqui não se brinca:

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se a ideia é entusiasmar à compra, o efeito é precisamente o contrário: tal como numa loja onde sinto o olhar do empregado em cima de mim e fujo imediatamente, também aqui a vontade é fugir rapidamente para o ar livre da feira, mesmo feira. isto é a leYa, não é a Feira do Livro. e se a amostra que vi em escaparates for o que têm para oferecer, é demasiado pobrezinha para tanto estardalhaço. o exemplo do espaço da BD – para quê tanto tamanho se o que oferecem só enche se repetirem com os mesmo livros de alto a baixo?
não, não parece que passe muito por ali. e irrita-me MUITO que fique no meio do caminho, no lugar exacto onde se atravessa a feira de topo a topo, pela tenda dos eventos. é como obrigarem-te a passar nos escaparates dos chocolates quando vais pagar a conta do supermercado – pode ser que assim leves alguma coisa.

enfim, who cares? se é aquilo que têm para dar, por mim procuro o que quero fora da claustrofobia fechada que querem impor.

cá fora respira-se. cá fora o camões bebe café e o sol aparece por entre as nuvens. há a relva, os saldos – os que queremos, os que nos divertem, os livros por todo o lado. encontram-se conhecidos, cumprimenta-se outros drogados, vislumbram-se cristos americanos (>:>) e rimos-nos com as conversas que se apanham no ar.

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e no fim, chegar a casa e espalhar o saque pela mesa, saboreá-lo, sorrir de satisfação. desfolhar e cheirar os livros novos. as pernas doridas e uma sensação de bem estar que só quem gosta disto tanto quanto eu, consegue compreender. amanhã não me mexo daqui, até porque tenho um gadget para dissecar. mas segunda ‘tou lá outra vez!

saque day one:

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entre 3€ e 5€ :D

~ por salamandrine em Maio 24, 2008.

12 Respostas to “Day 1”

  1. Lindoooooo!
    És mesmo doida, e tb quero esse carta a lisboa :)
    beijos muitos

  2. :D

    lado esqº da feira, de quem sobe – quase no topo – uma banca com o fundo de catálogo todo da meribérica ;)

    esse é de 5€ – capa dura ;)

  3. não podemos confundir o Jacinto Lucas Pires com um homem que tem tudo de semelhante à imagem de Cristo criada por Hollywood. A indústria cinematográfica americana recruta actores sempre de acordo com uma determinada imagem (variando o tom de pele, nunca chegando ao negro). O Lucas Pires tem aquela barba grande e que lhe cresce pelo pescoço abaixo, mas não é alto. Sugiro a consulta do seguinte link: http://girlinthedoorway.com/wordpress/wp-content/uploads/2006/01/americanjesus.jpg

  4. LOL

    o que me estás a dizer é que o Jacinto Lucas Pires parece um cristo de hollywood, é isso? >>:>>

  5. não, porque não é alto… bem, também não é magro enough.

  6. o lucas pires é magro!

    e a altura será uma questão de ponto de vista. teremos a mesma discussão na próxima páscoa?
    de qualquer maneira darei caça ao lucas pires inrei antes da crucificação. de arma documental na mão.

    ajoelharás!

  7. sim, é magro. mas não é hollywoodescamente magro. nor built, ya know? e não é alto, mesmo que para algumas pessoas pareça alto na relação que se tem com os factos que diferenciam o que é baixo e e o que é alto. :p

  8. para que conste, até para a realidade que se deslocava alguns centímetros ao lado e acima, aquele que crucificas, é alto.

    e em hollywood photoshopa-se. e faz-se extensões de cabelo. o brilho comovido nos olhos é dos holofotes.

  9. considero oportuna a tua informação, mas eu falo de imagem hollywoodesca, que algumas pessoas têm na realidade. ou seja, hollywood cria o mito, a procriação gera a realidade. o Cristo do Mel não se insere neste padrão. no desviante assumpção de Hollywood sobre a imagem de Cristo prefiro, contudo, Willem Dafoe, que apesar de alto, não tem uma cara esguia – http://arcological.com/images/Defoe.jpg .

  10. compreendo o teu dilema, mas o jacinto tb não é cristo mel. o cristo mel é mto agri-doce. o cristo dafoe tem um ar pouco cristão e muito madalena. um bom cristo, diga-se.

    o jacinto a ser cristo, está mais para cristo artesanato: http://www.linared.com/semanasanta/borri.htm

  11. :)

    Endrógada.

  12. euuuuuuuuuuu???

    o outro é que vê cristos e eu é que ando na droga???

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