ausências
não penso nela como ausente. quando obrigo o cérebro a concretizar a ideia, sinto sempre estranheza, como se estivesse a tentar entrar num sonho que tive a noite passada. a imagem vai sempre ter às últimas fotos que fiz dela. a preto e branco. a imagem da ausência está ligada a essas fotos. a doença que se instalava e o ar contrariado sempre que lhe apontava a objectiva. o tom de voz com que entoava o “sandra cristina” ao ouvir o disparo do obturador.









Eu acredito muito que fotografar é uma maneira de gravarmos também na nossa memória os traços e os caminhos.
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