a única coisa que eu sei, é que sou estrangeira.
sou desalinhada. completamente desalinhada. tinhas razão.
onde me sinto mais em casa é onde todos são deslocados. menos estrangeira, ou menos outsider, só me senti em Barcelona.
e por isso, mesmo sem ter na pele mazelas para lá de joelhos esfolados ou ombros em carne viva, sem saber o que é viver na vossa pele, apenas posso agradecer o bem que a minha pele se sente no meio de vocês, iguais a mim, de alguma maneira, desalinhados.
sou eu fotógrafa, eu desalinhada, eu gaja sem lugar, nem identificação.
o que ali se vive e se festeja é o direito à diferença. e é pena que só se olhe, muitas vezes, com olhos de quem vê o circo. também é verdade que quem mais perde é quem apenas vê circo.
espero ter conseguido imagens tiradas do lado de dentro e não de quem observa por fora.
nem que seja só uma vez por ano, sei onde me (des)encaixo.




















:)