ausência
digo-me ateia para me separar dos crentes. na verdade não sou coisa nenhuma. não creio. não tenho fé em deus nem na sua ausência. também os nomes são uma religião.
o caim de saramago é escrito por um não crente. um homem que não acredita no deus dos homens. saramago, como eu, acredita num deus criado pelo homem, à imagem do homem. saramago ofende então o homem que criou o deus violento, vingativo e mesquinho. o espelho do homem.
e o homem ofende-se com a injúria ao seu reflexo e não à que lhe é feita. o homem tão cego quanto o seu deus.
























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