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não preciso que o marcador cronológico me diga que tenho (quase) 40 anos.
eu sei que eles estão cá. não me pesam, mas marcam cada vez mais a distância para os outros. as infatilidades, as facilidades, a ingenuidade, uma falsa fé, a “felicidade”, a ignorância e a estupidez. a tanta estupidez que me agride todos os dias, a ignorância que me ofende. o desinteresse, o desapego a tudo longe do carrocel mais próximo.
e, às vezes, um cansaço maior do que os 40.




























