não percebes nada
[...] meu caro, tu vieste de fora e não entendes nada — és uma espécie de ignorante, de estúpido que pensa que a maldade e a violência são para aparecer em momentos precisos, como se fossem um tesouro, nos momentos excepcionais da tua vida eis que tens direito à violência, eis o que pensas, e isso mostra como não percebes nada, aqui a violência surge antes de o meno calçar os sapatos, continua depois, ou mesmo durante, e não pára até estares morto numa rua e vir o ARTISTA desenhar o teu contorno em volta da tua figura de morto [...]
Gonçalo M. Tavares
Canções Mexicanas
© Relógio D’Água



























