Os meus subúrbios

Gosto dos meus subúrbios.

Gosto das manhãs calmas, dos prédios baixos, da larga distância entre eles, de encontrar um jardim entre cada quarteirão.
Gosto de sair aos sábados de manhã e não ouvir quase ruído nenhum para além dos pardais, de pisar relva e contornar árvores em vez de asfalto. Gosto tanto de quase não ver gente, mesmo sendo umas 10 ou 11 da manhã. Gosto de comprar o jornal, o pão e beber um café, sem ter que andar apressada, saltar estradas e desviar-me de mundaréus de gentes.
Gosto tanto da calma dos meus subúrbios que até o barulho que a vassoura da vizinha faz a raspar o chão da varanda me sabe bem.

Para quem cresceu e viveu grande parte da sua vida num subúrbio pequeno e overcrowded, tão overcrowded que os prédios parecem arranha-céus, onde não há árvores, onde não se consegue contornar uma esquina sem ser atropelado por 20 transeuntes, onde todos os cafés estão cheios, todas as lojas têm gente sem conta, em todos os quiosques se espera vez para conseguir entrar, este subúrbio escondido é um bocadinho do meu céu.

~ por salamandrine em Junho 23, 2007.

2 Respostas to “Os meus subúrbios”

  1. Pronto, pronto! Eu não volto a tentar fazer-te mudar de ideias. :)

  2. :P
    :D

    *************

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