De Profundis

ausente

o que os homens uns aos outros trocam, se escondem
curva pouco a pouco escurecendo os ossos, até
ser uma lâmpada única, um despojo
rosas (digamos rosas): nascem sem nome:
dentro do nome florescem, se tornam
fusíveis do silêncio que morde do avesso
a pálpebra deserta, o que os homens

dividem na sombra, o espesso
coração debruçado
lanternas (digamos!) oscilando no átrio, saliva
escorrendo dos olhos até
florescer, pouco a pouco furando
a pele outra dos ossos, mancha
que deixaram no ventre
pálpebras de rosas
                    (digamos)

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~ por salamandrine em Maio 20, 2009.

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