“Estou à vontade”

não compreendo a necessidade que as pessoas sentem em se justificarem sempre que defendem algo com um “nem é o meu voto” “nem gosto dele” “nunca votei nele” “nunca o defendi” e “por isso estou à vontade para falar”.

se se está à vontade com o que se está a dizer, se se acredita no que diz, porquê a justificação? porquê o medo que os outros o achem menos objectivo? porquê a porra da insegurança e da incapacidade de segurar um argumento sem terem que se defender?

estou-me a borrifar para o que pensam, para quem acham que defendo, gosto ou em quem pensam que voto. um boi é um boi e teimo enquanto acreditar e não me provarem que não é. não preciso gostar ou não gostar se acreditar no que digo. não sou cega para só defender simpatias. não sou estúpida para concordar e defender tudo o que defende e acredita quem eu gosto, ou simpatizo. e só quem se tem neste pacote pode sentir a necessidade de se justificar com um “nem é o meu voto”, deixando, bem clara, a conclusão que se fosse esse o seu voto, até a morte da mãe apoiavam.

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~ por salamandrine em Setembro 17, 2009.

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