2666

O livro é, em traços largos, uma caótica meditação sobre o Mal e a Arte: uma afirmação da centralidade de ambos os impulsos da natureza humana, uma exploração das duas diversas manifestações e ligações, e uma crítica à nossa tendência para procurarmos refúgio de um no outro.

 

Rogério Casanova, Revista LER, Outubro 2009

 


 

No último dia de férias, acabo 2666. Foi o livro da fuga à realidade. Não foi propositado, mas é perfeito que antes de voltar à vida lá fora, o deixe cá dentro.

O resto da tarde passei-a a ler tudo o que tinha guardado, em revistas, jornais, blogues e afins, sobre o livro e o autor. Prefiro sempre mergulhar de cabeça limpa, sem preconceitos e, desta vez, com o hype à volta de ambos, foi particularmente difícil.

Do tanto que se escreveu sobre 2666, é este excerto do texto do Rogério Casanova que melhor o define. Não acho que, como tanto se diz, tenha a humanidade toda lá dentro. Mas tem sombras do mundo, de grande parte da parte mais escura. Não é o livro perfeito e apesar da unanimidade, não o vejo num cânone. Também duvido que isso fosse parte do objectivo. Imagino-no como um livro infinito, a ser engolido pelas sombras, absorvido por um buraco negro. Os do cânone não se deixam, assim, a cair no vazio. E é por isso que é tão intenso.

 

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~ por salamandrine em Outubro 21, 2009.

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