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dois horas depois de fechar a porta atrás de um dia de trabalho, a importância da tarefa ultrapassada e a dose de adrenalina, desvanecem-se. ficam pequenas (e distantes) comparadas com o conforto de um livro, a ruiva enrolada no colo e um whiskey de malte. há muito mais vida aqui.

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~ por salamandrine em Janeiro 12, 2010.

9 Respostas to “( )”

  1. Magdalena, Chacarilla, el Virrey.
    De día pasear por cementerios espectrales. Y por las noches escuchar mis pasos resonando en un decorado de cartón-piedra. La voz de Morrison como fondo. Y en la nueva vida ver pasar los trenes.
    Y ser (como decía Kafka) un chino que vuelve a casa.

    PS: Bom 2010 e bom whiskey de malte, salamandra. Acostumo passar por aqui para ver e lêr, mas não digo nunca nada. Tenho o português muito esquecido mais um dia destes hei de voltar a Lisboa. Ainda tenho o livro-guia da Carris…

    Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,
    Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim…

    Um abraço

    vk

  2. desde que vás entendendo o meu português, eu vou entendendo o teu castelhano :))

    também gosto de passear nos cemitérios. gosto de manhãs de fim-de-semana no cemitério dos Prazeres. as multidões ali são mais silenciosas.

    espero que voltes. arranja-se um livro-guia novo ;)

  3. A verdade é que ainda não estive no cemitério dos Prazeres. Você conhece o bar na Parede onde bate o mar e para ir a casa de banho é precisa uma chave de ferro, enorme? O bar camuflado ha rocha, qué beleza. Outra coisa que gosto muito é ouvir a campainha (não sei se se diz assim) do Tejo quando há nevoeiro. Apanhar chuva em Lisboa…
    Feliz 2010, salamandrine. Gostarei de voltar a sentir-me portuga calado no meio dos turistas espanhois que são uma vergonha, tudos a falar alto no 28 e a chatear ao pessoal. Eu deixei a cabeça numa esquina de Graça… Obrigado, 28! Mas o 24 e o 25 é que eu gostava, e imaginava a beleza do eléctrico a cair na baixa desde o convento do carmo, vertical, amarelo, mas tudo em silêncio.

    Volto já. E uma Superbock no British vai mudar o meu destino outra vez, de certeza. Eu gostava ser um cacilheiro, mas deitado, como os cacilheiros do Cais do Sodré, os largos para carros, feitos para a gento doida.

    Saludos. A cerveja e a escritura…

    Gostei muito da fotografia da fábrica eléctrica de Belém. Roubei-a. No meio dos pequenos cais, aquela fábrica. Bonita.

    Boa noite eléctrica. Nomes… A Rúa das janelas verdes em Lisboa. E a Rúa do Imaginário em Évora. Em Barcelona vi o Beco das Moscas, estreito, estreito. En fim. Medalhoes de vitela com molho de níscalos. E um arroz com marisco no Porto, naquele posto arcaico (tal vez eu tinha fame demáis e achei as coisas muito mais boas do que eram, lembro-me dumas febras grelhadas feitas ¿pelos bombeiros de Nisa?… sei lá,)

    Saludos.

  4. existem muitos bares na linha, onde, no inverno, o mar bate.
    mas não me lembro de ter usado uma chave grande de ferro a não ser em dias de férias na cidadela de Cascais, em portas encaixadas em paredes com 1,50m de largura :)

    o farol do Tejo esteve calado alguns anos. parece que volta a soar agora. uma boa altura para vires conhecer o cemitério dos Prazeres e voltar a andar no 28. adoro o 28 no inverno, com menos turistas e mais habitantes velhos, dos bairros velhos de Lisboa.
    ah, e os turistas portugueses também são uma vergonha. também eu me mantenho em silêncio no meio deles ;)

    gosto de SuperBock, tenho sempre Stout por perto, mas estou é com saudades de uma Guinness no O’Gillians, não longe do British.
    E se falamos de nomes bonitos, tenho uma amiga com Imaginário no nome. Ela merece-o :)

    (ainda me hás-de dizer qual foi a foto que gostaste o suficiente para a “roubar”)

  5. (a foto)
    (curiosamente, nunca lá estive mas ao olhar para a tua foto soube que era o museu da electricidade, ou que aquela antiga fábrica tinha que ser assim)
    gosto de muitas máis fotos tuas, também gosto das fotos de minas e da arqueologia industrial, mas não roubo quase nada porque a minha vida já não é acumiulativa, e assim uno volta e olha outra vez.
    lembro-me agora duma tarde que passei a caminar nas minas de são domingos, gosto dos postos fronterizos (e dos cães alentejanos em particular)
    saludos,
    vk

  6. ah! a foto! :)
    o museu é muito bonito, muito fotogénico. tenho que lá voltar.

    o que me atrai nessas paisagens, nas ruínas, é a história que arrastam consigo. cada pedra foi tocada por alguém. falam mais que o ruído que nos invade nas “não-ruínas” onde passamos a maior parte da nossa vida.

    o cão alentejano é um portento. mas eu gosto de todos os cães.

  7. a cultura mos faz sentir antigos, muito velhos, irmaos das pedras e dos cães de todas as épocas. E as moscas (sobretudo as alentejanas) são um nexo atemporal. Um copo de vinho branco em Vidigueira, até que a mosca curte na boa e fica deitada, aolhando para o teto do bar. Fora, passa uma motocicleta que faz muito barulho mas avança pouco e se sai fora de Vidigueira, não vai muito longe. Mas vem da antiga Grécia. É bom ter amigos de outros séculos. Até motorizados. Quando eu era um miudo, na minha rua, frente a nossa casa morava um casal, e era um casal com sidecar. Era muito belo aquele sidecar, aquele artefacto cultural atemporal, na altura barulhento, e que agora fala-me em silêncio, num silêncio cheio de tudo.

  8. a cultura faz-nos sentir estrangeiros. velhos estrangeiros. alienados :)

    um velho sonho: viajar num sidecar, tão perto do chão.

  9. sim. e um dragaminas que aparece agora frente ao cais das colunas, e fica aí. mas tal vez foi um sonho meio laranja. sei lá.

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