choro

choro o escritor e choro o homem.
num mundo onde me é tão difícil admirar o homem, ver partir o homem que admiro pelo politicamente incorrecto, a frontalidade, irreverência e capacidade de se borrifar para a consciência dos outros, é particularmente triste.

envergonho-me por ter um cavaco com a lata desavergonhada e politicamente correcta de falar em nome de todos os portugueses.
desejo que Saramago tenha tido tempo de se rir dele e de todos os Lara, tão pobres, pequenos e miseráveis. tão pouco ao pé de tanto.

Azinhaga

custa-me despedir. tenho-o demasiado perto de mim para não desejar um pouco mais de tempo, mais uma oportunidade para lhe agradecer, para me comover, para lhe fazer saber que é importante na minha vida, na pessoa que sou, nas gentes que fazem falta a este mundo hipócrita.

Azinhaga

que me custa ter recebido a notícia a meio de um dia de trabalho, daqueles que estupidamente não nos deixam parar e chorar uma morte. um dia daqueles em que sentimos que o que nos ocupa é demasiado pequeno.

 


 

deixa-te levar pela criança que foste

Livro dos Conselhos

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~ por salamandrine em Junho 18, 2010.

Uma resposta to “choro”

  1. :( foi isso assim foi.

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