Prazeres

fosse eu gaja para acreditar em sinais e não teria dúvidas que, mais do que sugestionada, ando a ser empurrada para os braços de Ulisses.
ok. não serei inteiramente inocente. as minhas escolhas são ainda as minhas escolhas. fui eu quem escolheu ler Dublinesca (se bem que ler Vila-Matas já esteja para lá daquilo que possa controlar com força de vontade – que nem aspiro a ter). também fui eu quem agarrou no New York. e disso posso sempre culpar Vila-Matas (ou a Tinta da China e a colecção manhosa com capas manhosas e títulos manhosos, made for sitting ducks. as me.).
também fui eu quem decidiu ir ver o Filme do Desassossego. contra todas as probabilidades, diga-se – não vou ao cinema; todas as sessões estavam esgotadas, etc, etc…-, mas lá acabo a comprar bilhete para uma das sessões extra, mesmo antes de esgotarem.
portanto, fui eu ou foram os deuses, mas fui empurrada.
mas levar com a cena do cemitério, com o capítulo 6 do Ulisses ainda fresco – fresco, as in, ainda mal comecei o sétimo -, é que me deixou sem pé. vi ou li? não consigo discernir. não me atrevo a pegar no livro para confirmar. ou tenho medo de ficar ainda mais incerta? e pegar em qual livro? no Desassossego ou o Ulisses? um nos Prazeres, outro no Prospect. Pessoa e Joyce. Vi ou sonhei? no livro (qual?) ou filme?

passa das dez da noite e Bernardo Soares – ou Joyce – ainda me assombra(m).

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~ por salamandrine em Outubro 2, 2010.

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