amarras

Repugna-me — porque seria ainda mais trágico dizer que me faz sorrir — a mágoa com que alguns se queixam por se sentirem estrangeiros rejeitados pela sociedade que insistem em integrar,
sustentar obsessivamente; pela geração que pretendem incorporar ou a teia antropofágica da família.
Dedico-me, com êxito, à demissão de todas essas amarras e, decorridos vinte e muitos anos, chego à conclusão de que já nem sequer vivo em Carnaxide, mas apenas numa casa em Carnaxide.


Jorge Fallorca, A Cicatriz do Ar
edição do autor

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~ por salamandrine em Dezembro 13, 2010.

2 Respostas to “amarras”

  1. Marcadores fluorescentes, pois… época natalícia :P

  2. marcador mas mesmo marcador caneta, não marcador papel!
    até arregalei os olhos quando vi aquilo! e não, não era um livro de estudo :S

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