carrossel

uma espécie de milagre de época, chegar ao último dia do ano e conseguir reencontrar paz e silêncio. já nem me consigo lembrar da última vez que senti uma pausa, corpo e cérebro a entrar em standby.
desligo tudo e espalho livros no sofá. a ruiva acomoda-se no intervalo mais próximo do aquecedor. um café, um sonho e uma sensação de paz acompanhada do ressonar confortável dela.

adoro esta volatilidade feliz: abro o Piglia, leio uma carta de Séneca ou Beauvoir, umas linhas do Vasco Gato. penso que vou voltar ao Ulisses. penso que não quero saber do que se corre lá fora, do que esperam para amanhã, da chuva que os vai apanhar enquanto esperam o fogo de artifício e se mostram às câmaras dos telejornais, ou do estendal do vizinho que caiu em cima do meu (outra vez).

à meia-noite talvez leve a ruiva ao jardim. ouvir apitos, tachos e panelas enquanto penso que este é o meu fim-de-ano: finalmente, a noite.

Anúncios

~ por salamandrine em Dezembro 31, 2010.

2 Respostas to “carrossel”

  1. é a noite que mais busco o silêncio e que nunca consigo encontrar. Por isso, hoje invejo-te.:) Bom Ano.

  2. pena não se poder mandar silêncio em pacotes. por aqui, mesmo no jardim, não se ouve nada. até os melros aproveitam.

    Bom Ano :)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: