nada de grave.

No meio do horror, a vida quotidiana prossegue sempre e isso tinha salvo o bom senso de muitos. Notam-se os sinais da morte e do terror, mas não há visões claras de uma alteração dos costumes. Os autocarros param nas esquinas, os negócios funcionam, alguns casais casam-se e fazem festas, não é possível que esteja a passar-se nada de grave.


Ricardo Piglia, Cidade Ausente

tradução de Jorge Fallorca
© Teorema

 

bom ano novo.

 

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~ por salamandrine em Janeiro 1, 2011.

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