A Catatua Verde

Ainda não percebi se é fruto de ter tido a sorte de levar com excursões da escola (a minha grande sorte, apesar de ter comprado bilhete com um mês de antecedência), ou se, de facto, a peça se chega demasiado a um certo facilitismo.
Os putos, já se sabe, têm muita vontade de ir ao teatro, principalmente em dia de futebol. Por isso, passar a peça toda à conversa, é absolutamente normal (até levarem uma violenta achega). E claro que não podem ouvir a palavra vagina (ou afins) e qualquer achega que sirva para transformar o que se vê numa comédia desbragada. Ainda assim, acho que houveram algumas parvoíces desnecessárias, que facilmente puxam pelo pior do público, quando o público não é o melhor.

Posta a ressalva, ver o Luis Miguel Cintra, é uma prenda do caraças. A peça é ele, ele é Prospère, o taberneiro, o director de teatro, falso cínico acomodado. É ele quem dá toda a verosimilhança à peça. E por ele, não consigo dizer que saí do D. Maria desiludida.

Já a Rita Blanco… é sempre a Rita Blanco. Sabe-se sempre que é ela, seja qual for o papel, a personagem é a Rita Blanco. E isso cansa e distrai.

Mas também lá estava o João Grosso, e apesar do pouco tempo em cena, mesmo quando não está, lembramo-nos dele: “A maneira mais bonita de não levar a vida a sério é ser actor”.

 


A Catatua Verde

 

O teatro tem sempre o poder de me fazer sair da sala com a alma aconchegada.

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~ por salamandrine em Março 11, 2011.

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