Ao rosto vulgar dos dias

Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.

Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente

Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.

                      *

Ao rosto vulgar dos dias
À vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.

                      *

Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.


Alexandre O’Neill

Poesias Completas, Assírio & Alvim

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~ por salamandrine em Março 17, 2011.

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