Progresso

Nenhuma cultura asiática tem hoje condições para resistir, para fazer frente a essa tendência. Já não há princípios nem ideais capazes de pôr em dúvida esse «modernismo». O desenvolvimento é um dogma; o progresso a todo o custo é uma ordem sem apelo. Até uma simples interrogação acerca do destino a que ele conduz, acerca da sua moralidade ou das suas consequências se tornou impossível na Ásia.
Aqui nem existem hippies, que, no Ocidente, ao perceberem que o «progresso» tinha algo que não batia certo, gritaram: «Parem o mundo. Queremos descer!» Contudo, o problema existe e é de todos. Todos nos devemos perguntar — e sempre — se aquilo que estamos a fazer melhora e enriquece a nossa existência. Ou será que, devido a qualquer deformação anormal, todos perdemos o instinto em relação àquilo que a vida deveria ser, ou seja, mais do que tudo um momento de felicidade?


Tiziano Terzani, Disse-me um Adivinho

tradução de Margarida Periquito
© Tinta da China

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~ por salamandrine em Maio 30, 2011.

2 Respostas to “Progresso”

  1. Agarradinha, hem? ;)

  2. completamente. tão contentinha ontem, quando percebi que são 600 páginas e que ainda vai durar um bocado :DDD

    (és uma péssima influência, tu :P)

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