Todos os dias

Desconfiar dos homens (começando por nós próprios) mas não desesperar deles. Esta máxima, que descobri (?) ainda adolescente e venho praticando com insucessos estrondosos (sempre que confiei demasiado ou precipitadamente) obriga a uma feia coisa que é a hipocrisia. Lidar com uma pessoa, diariamente, e esconder o que pensamos dela, das suas ambições, possibilidades confessadas ou arrogantes, da sua mitomania exacerbada. Obrigar a mentiras piedosas ou a silêncios reservados ou a troças pequeninas, ironias benevolentes e, talvez, por isso, ainda mais cruéis. Fingir não ver, não perceber. Enfiar o barrete (todos os que o Outro queira= com um à vontade de estupidez risonha.


Luiz Pacheco

Diário Remendado
© Dom Quixote

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~ por salamandrine em Agosto 17, 2011.

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