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sinto-me nativa da cidade. acredito que não sei viver sem prédios velhos, com manchas de humidade, teatro e gente onde me sinta anónima e em casa.

no entanto, sempre que vejo espaços abertos, colinas, casas velhas (também), igrejas com sinos, árvores e todos os tons de verde que cabem na paleta, suspiro por um emprego que me permita viver fechada sobre mim mesma, isolada no meio do verde, com internet (claro) e os meus livros. e nesse suspiro é como se enchesse os pulmões com o ar daquela vida, como se sentisse na pele o frio daquelas terras. é vida que não tenho e esta, que é a minha, me parece cada vez mais pequena e miserabilista. cada vez menos vida, cada vez menos autêntica. como se a procura me levasse ali. ao menos eu soubesse lá chegar.

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~ por salamandrine em Novembro 12, 2011.

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