sabia

Mr. Hackett dobrou a esquina e, à luz esmaecida, a uma certa distância, viu o seu banco. Parecia ocupado. Esse banco, muito provavelmente propriedade da câmara, ou pública, é claro que não lhe pertencia, mas pensava nele como se lhe pertencesse. Era esta a atitude de Mr. Hackett para com as coisas que lhe agradavam. Sabia que não lhe pertenciam, mas pensava nelas como se lhe pertencessem. Sabia não lhe pertencerem, porque lhe agradavam.


Samuel Beckett, Watt

tradução de Manuel Resende
© Assírio & Alvim

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~ por salamandrine em Maio 2, 2012.

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