saudades

•Março 11, 2015 • Deixe um comentário

Guadiana
 

 

do silêncio.
das rolas. das andorinhas. das pegas. das cegonhas. dos bandos descarados de estorninhos. dos coelhos. das lebres.

das oliveiras. dos rios. do Enxoé, do Guadiana.

da luz.

Beauvoir

•Janeiro 9, 2015 • Deixe um comentário

Je suis née à quatre heures du matin, le 9 janvier 1908, dans une chambre aux meubles laqués de blanc, qui donnait sur le boulevard Raspail.

the day after

•Janeiro 8, 2015 • Deixe um comentário

Durante a noite, três mesquitas foram atacadas e o carro de uma família muçulmana baleado.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4329947&page=3

Se for eleita presidente de França, Marine Le Pen vai propor um referendo sobre a pena de morte, a que é “pessoalmente favorável”.

http://economico.sapo.pt/noticias/le-pen-promete-levar-pena-de-morte-a-referendo_209476.html

enche-me de medo

•Janeiro 7, 2015 • Deixe um comentário

a mansidão dos que tudo aceitam “para o nosso bem”.

hoje

•Janeiro 7, 2015 • Deixe um comentário

no dia em que mais me apetece fechar a porta ao mundo, refugiar-me num livro e esquecer-me que isto é só o início.
“isto” diz respeito a todos. mesmo aos que preferem não saber, aos que amanhã vão continuar as suas vidinhas, esquecidos do que aconteceu ali ao lado, tão longe, tão fora das suas vidas.
“isto” vai mudar as suas vidas, todas as nossas, devagar, nos bastidores. e a verdade é que nem vão dar por nada.

e o medo começa aqui

•Janeiro 7, 2015 • Deixe um comentário

Nos que, consternados, comentam “coitados, eles também, abusavam! numa altura destas, fazer coisas daquelas, era estar a pedi-las!”.

Nos que, amedrontados, olham para o lado e dizem “estamos todos sujeitos a isto”.

E, numa escala maior, nos que já advogam a perda de liberdades, o controlo absoluto, a entrega da vida ao estado e às autoridades.

Temos também os radicais “matem-nos a todos”. E os moderados que fazem uma viagem de avião, aterrorizados, porque um “escurinho” com pinta de árabe e grande mochila suspeita e feitio “anormal”, se despedia, em lágrimas dos amigos, num aeroporto de pouca segurança. Ou os que que já deixaram de entrar numa carruagem de metro por causa dos turbantes e é desta que não voltam a entrar na primeira carruagem. É lá que eles atacam.

E estes são todos. Todos os que moram ao nosso lado, trabalham à nossa frente. Gente acéfala e gente inteligente. Gente mais e menos polida, mais ou menos escolarizada. Gente igual a todas as gentes.

o medo já mora aqui.

lets

•Dezembro 17, 2014 • Deixe um comentário

kill each other, 334 days a year.

 
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